“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.(Eduardo Galeano)

Amigos(as) e colegas da ASSUFRGS:

   Dia 29 de março – quinta-feira, às 14 horas, vai se realizar a assembléia da ASSUFRGS, no auditório da Faculdade de Direito, cuja pauta é a eleição de delegados da UFRGS e IFERS que representarão a ASSUFRGS no Congresso da FASUBRA, nossa Federação. O Congresso ocorrerá de 10 a 15 de abril, em Poços de Caldas – Minas Gerais. 

O desafio colocado à FASUBRA para o presente é o fortalecimento da unidade para enfrentar a crise mundial e impulsionar o desenvolvimento do país com valorização do trabalho. A crise é do neoliberalismo, nosso velho inimigo, que tanto sucateou o sistema público em geral e as universidades em particular, estando longe de ser superada.

Nos últimos anos, a FASUBRA tem se perdido em disputas internas que pouco contribuem para formular uma proposta consistente capaz de fazer avançar a negociação com o governo. Priorizar a disputa empobrece a intervenção política e a capacidade de avaliar a conjuntura e enfraquece-nos diante de pautas importantes. Entendemos ser urgente superar o divisionismo que foi, junto com a intransigência do governo em relação ao movimento, causa da derrota imposta a nós na última greve.O resultado dessa perda de foco foi a derrota da greve de 2011, onde apesar de três meses de luta, saímos do movimento sem nenhuma pauta conquistada, enquanto que docentes e outros servidores federais tiveram reajustes sem entrar em greve.Por conta do divisionismo, a construção de nova carreira e a defesa do projeto da universidade dos trabalhadores são secundarizados, quando devem ser o eixo central de nossa intervenção política.

O ano de 2012 será desafiador. Muita luta unitária teremos que fazer para derrotar medidas conservadoras do governo, como o recente corte de R$ 55 bilhões do Orçamento Federal para “engordar os especuladores com um superávit primário de R$ 140 bilhões”, a reforma da previdência pública, a EBSEHR, e defender os 10% do PIB para a educação. Para alcançar a unidade, é preciso compreender que a era Lula/Dilma é um novo tempo comparado à era FHC, é preciso reconhecer avanços nos governos Lula e Dilma e que eles fazem parte do processo de superação do neoliberalismo e representam anseios da maioria dos brasileiros(as). Mas ainda têm traços da política neoliberal, fruto do caráter de coalizão e da correlação de forças no parlamento que impõe alianças e medidas contrárias ao interesse dos trabalhadores(as). Essa conjuntura apresenta-nos o desafio da disputa de rumos do Estado.

O momento é outro, e a ação é, portanto, outra. Lutávamos na era FHC para a universidade pública não fechar as portas. Agora, o objetivo é que ela se amplie sem perder a qualidade, e valorizando o trabalho e os trabalhadores da educação. Nosso plano de carreira foi uma conquista, mas a realidade é dinâmica, o mundo do trabalho se desenvolve em termos de tecnologia e gestão, a Universidade cresceu, os Institutos Federais de Ensino estão aí, o perfil de técnico-administrativos se altera. E, portanto, nossa carreira também precisa ser repensada, reestruturada, mudada. A bandeira de luta “Servidor Valorizado é igual a Serviço Público de Qualidade”, que no início deste ano reuniu 20 entidades nacionais que representam servidores numa campanha salarial unificada, é uma demonstração do espírito de unidade que deve inspirar a FASUBRA no tempo presente.

E para se ter de fato unidade na ação temos de retomar uma FASUBRA que reapresente aos novos trabalhadores a sua história de entidade sindical formuladora de políticas a serem disputadas com qualquer governo, uma FASUBRA onde a prática democrática seja capaz de dar voz e escuta à diversidade de pensamento, esgotar o debate, e produzir política para a conjuntura. Para nós é urgente ressignificar as práticas políticas históricas da Fasubra, dando mais ênfase ao que nos unifica do que à divergência.

A FASUBRA precisa reencontrar o rumo da unidade, concentrar esforços em debates cruciais como o direito a negociação coletiva do serviço público, organização e estrutura sindical, ampliação da participação da juventude no sindicato. O XXI Congresso da Fasubra deve superar as travas impostas pelas disputas internas que visam unicamente o aparelho sindical e avançar para cumprir o seu papel efetivo – ser um fórum de debates e tomada de decisão no sentido de construir um plano de lutas combativo e referenciado num programa político de esquerda, capaz de ser executado pelo conjunto da categoria dos técnico-administrativos e que unifique as lutas por igualdade em suas dimensões econômica, política e social, incluindo a luta das mulheres, da igualdade étnica, da livre orientação sexual como suas partes constitutivas. Para nós, a luta econômica não encerra a luta política. Os ganhos salariais, nesse sentido, não concluem a luta sindical. De outra forma, tais ganhos contribuem para legitimar o questionamento ao imperialismo, à hegemonia capitalista e às diversas formas de opressão.

O presente exige uma ação unitária, com visão classista, que enxergue o serviço público de qualidade inserido num projeto de Nação, para que possamos conquistar a sociedade rumo a um projeto mais avançado de universidade e de sociedade.

Aqui na ASSUFRGS, já há uns bons anos, a Corrente Sindical Classista, a Cut Socialista e Democrática e trabalhadores não organizados em correntes sindicais estamos atuando em  unidade. Temos acordo na maioria das avaliações políticas quanto aos cenários nacionais e quanto à FASUBRA. Especialmente em nível de ASSUFRGS, nossa preocupação e união tem sido constante, mesmo não estando na Coordenação do Sindicato, no sentido de garantir processos democráticos e transparentes. Temos também diferenças, é claro, integramos diferentes Centrais, mas, a necessidade de unidade prevalece. Na ASSUFRGS,  neste momento de eleição de representantes de teses ao CONFASUBRA, estaremos juntos e dando continuidade à nossa política local  – união e olho vivo na ASSUFRGS.

Convidamos os(as) colegas que compartilham dessa avaliação a ressignificar a luta , avançando com unidade, para construir um amplo movimento de modo a contribuir na construção de uma Fasubra Plural – Classista, Socialista, Combativa, e Democrática.

UNIÃO E OLHO VIVO NA ASSUFRGS

Movimento em defesa da democratização, transparência e pluralidade de idéias e ações na ASSUFRGS – Adriana Ramos, Ana Maria Carlos, Arthur Bloise, Arami, Carmen, Erexim, Erica, Flamarion, Igor, Joana, Laura, Lili, Luci, Marina, Marisane, Neco, Rosana, Rosângela, Tônia, entre outros.

O desafio colocado a FASUBRA para o tempo presente é o fortalecimento da unidade para enfrentar a crise do capital e impulsionar o desenvolvimento do país com valorização do trabalho. O neoliberalismo, nosso velho inimigo íntimo que tanto sucateou o sistema público em geral e as universidades em particular, vive sua maior crise, mas está longe de superado. Para alcançar a unidade, é preciso haver a compreensão que a era Lula/Dilma é um novo tempo comparado a Era FHC. O momento é outro, e a ação é, portanto outra.

A bandeira de luta “Servidor Valorizado é igual a Serviço Público de Qualidade”, que no início deste ano reuniu 20 entidades nacionais que representam servidores numa campanha salarial unificada, é uma demonstração do espírito de unidade que deve inspirar a FASUBRA no tempo presente. 2012 será um ano desafiador. Será necessária muita luta unitária para derrotar medidas conservadoras do governo, como o recente corte de R$ 55 bilhões do Orçamento Federal para “engordar os especuladores com um superávit primário de R$ 140 bilhões”.

Para conquistar a unidade, a ação deve ser outra. Lutávamos na era FHC para a universidade pública não fechar as portas. Agora, o objetivo é que ela se amplie sem perder a qualidade, e valorizando o trabalho e os trabalhadores da educação. Nosso plano de carreira foi uma conquista, mas nossa carreira está viva, e portanto precisa ser mudada, repensada, reestruturada. É uma tarefa que exige unidade.

A Carreira é um dos importantes instrumentos de gestão e mudança cultural da própria Universidade. Já identificamos os problemas dessa nova carreira, que já fazem parte da mesa de negociação desde 2007 que necessitam ser aprimorados.

Mas, nos últimos anos, a FASUBRA tem se perdido em disputas intestinas que pouco contribuem para formular uma proposta consistente que seja capaz de fazer avançar a negociação com o governo. O resultado dessa perda de foco foi a derrota da última greve realizada em 2011, onde apesar de três meses de luta, saímos do movimento sem nenhuma pauta conquistada, enquanto que docentes e outros servidores federais tiveram reajustes sem entrar em greve.

A FASUBRA precisa reencontrar o rumo da unidade, concentrar esforços em debates cruciais como o direito a negociação coletiva do serviço público, organização e estrutura sindical, ampliação da participação da juventude no sindicato. O tempo presente exige uma ação unitária, com visão classista, que enxergue o serviço público de qualidade inserido num projeto de Nação, para que possamos conquistar a sociedade rumo a um projeto mais avançado de universidade e de sociedade.
Autor do resumo: Núcleo da CTB na AssufrgS.

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